sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ressaca de Amar

Hoje mesmo,
Irei a sua festa de despedida,
Curtirei nossos momentos,
E brindarei a sua nova vida.

Não conformado irei beber até cair,
Pelas lembranças serei movido,
E quando me tocar,
Ela já terá partido.

Abatido, juntarei nossas lembranças,
Reviverei momentos,
Curtirei a felicidade,
Daqueles bons tempos.

Segurando um retrato,
Idealizarei o seu sorriso,
A sua postura torta,
A sua boca – o meu paraíso.

Voltarei ao tempo,
Em que eu a abraçava e a protegia,
Ao tempo que nos seus seios eu dormia,
Que do seu jeitinho eu ria.

Quando terminar,
Queimarei tudo,
Limparei as lágrimas,
E dormirei.

Amanhã ao acordar,
Abrirei as janelas do meu quarto,
E enquanto disfarço minha ressaca,
Deixarei que novos raios de sol entrem.

Pedro Alcino – Dedicado a minha querida 33.662

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Exilado Na Própria Terra (Paródia)

Minha terra tem palmeiras,
Onde ainda canta o sabiá,
Mas as aves que aqui gorjeiam,
Um dia poderão acabar.

Nosso céu tem cada vez menos estrelas,
Nossas várzeas não têm mais tantas flores,
O nosso gado sim tem mais vida,
Nossa rocinha não tem mais aquelas tantas cores.

Em cismar sozinho à noite,
Mais prazer encontro em Londres,
Por que meu povo está cada vez mais moderno e ignorante,
Que se destrói por suas próprias fontes.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro em lugar nenhum,
A saúde vem quando curamos nossas dores,
Quando o pardal se unir ao pardal, à pipira e o anum.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu veja meu povo lutar por esta terra,
A terra das palmeiras,
Que ainda canta o sabiá.


Pedro Alcino  - Dedicado a Gonçalves Dias, o verdadeiro poeta.

domingo, 7 de novembro de 2010

Guitarra


A ela eu dediquei o meu tempo,
Compartilhei emoções,
Vibrei com sua voz rouca,
Enquanto apertava seu corpo firme.

A nossa voz em sincronia,
Era deslumbre do céu,
Enquanto a cidade dormia,
Ela era a minha amiga fiel.

Quando eu a tocava,
Era rude, grossa, educada e fina,
Conhecia seu corpo muito bem,
Controlava sua personalidade forte,
Por que ela me obedecia quando tocava,
Quando na minha ilucidez, a jurava de morte.

Ela era a minha guitarra,
A parceira das serenatas,
À que eu trazia o ritmo,
Nas horas da cantada.

Por que quando ela vibrava,
O mundo parava,
A galera enlouquecia,
Eu a amava.

Hoje, porém, estou velho demais para ama - lá
Com ela já não fasso mais amor,
Mas ela ainda está aqui,
Comigo – juntos,
O amor na face cansada,
Da dupla aposentada


Pedro Alcino, dedico a todos os guitarristas das décadas de 70 e 80.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quando Me Apaixonei Por Você!

Quando me apaixonei por você,
Não foi por escolha minha,
Na verdade você me envolveu,
Quebrando as defesas que eu tinha.

Quando me apaixonei por você,
Não queria a verdade,
Só queria te ver,
E matar a saudade.

Quando me apaixonei por você,
Não via seus desfiles,
Detestava que você fosse objeto sexual,
Pois não queria cometer deslizes.

Quando me apaixonei por você,
Não olhei o seu dinheiro,
Pois só o que eu preciso,
É sentir o seu cheiro.

Quando me apaixonei por você,
Não aceitei a sua fama,
Não quero o meu rosto na TV,
Só quero lhe abraçar em sua cama.

Sei que é difícil acreditar,
Mas quando me apaixonei,
Você me fez chorar,
Detestando nossa distância.

Queria renegar meu amor,
Mas não posso,
Por que quando me apaixonei,
Por você,
Selei um livro só nosso.

Mesmo que eu renegue,
Meu próprio eu,
Continuarei contando a história,
Da Princesa e do Plebeu.


Pedro Alcino,para minha querida 33.662.